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Tragetória
Trajetória

Tenho andado um pouco sem ânimo, penso até que é normal, mas, ressalvo, se vier de outra pessoa.
Mas desta vez, o lance é meu, que,  convenhamos, não deveria ter acontecido.
Comecei minha história com a doença de Parkinson no ano de 2002. Nessa época o Mundo  caiu-me na cabeça.
Eu sempre acreditei que poderia levar a minha vida normalmente, isso posto em cheque, pela maioria, dito pela fisionomia das pessoas que de mim se aproximavam , embora alegassem o contrário.
Não mudando de assunto, apesar de já o ter feito, considero-me  um sujeito vaidoso, posso dizer que esse fator,  no meu caso, serve como estímulo, pois assim,  durante estes 17 anos, convivi  com a doença, como se fosse um homem normal, apesar de uma ou outra lamentação.
Bom , continuando, como se não bastasse, papai do céu resolveu colocar-me à prova, na condição de me tornar uma pessoa melhor. Assim em 2014 deixou que eu carregasse um câncer no sistema linfático (tratável), que ao final de 2015 estava curado.
Hoje, volto a viver a expectativa de enfrentamento da doença e, confesso, um pouco angustiado.
Então, somando os linfomas ao Parkinson, há que se admitir essa pequena fração de angustia, mas tenho a certeza que logo passa.
Não vou ceder, a menos que o meu  raciocínio me traia.
Quero pedir desculpas aos meus companheiros por tudo isso, que, inclusive, está me deixando um pouco afastado. Um grande abraço.
Fernando Amaro
Enviado por Fernando Amaro em 28/02/2019
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